sábado, 24 de abril de 2010

Complexo Hidrelétrico Belo Monte e sua inserção regional

O sítio do Complexo Hidrelétrico Belo Monte está localizado no rio Xingu, no Estado do Pará. O arranjo atual prevê a implantação de duas casas de força, conforme explicado adiante, e será, quando construído, o terceiro maior aproveitamento hidrelétrico do mundo, com 11.182 MW de potência instalada. É considerado uma obra estratégica para o setor elétrico brasileiro, pois proporcionará a integração entre bacias hidrográficas com diferentes regimes hidrológicos, resultando em um ganho da energia garantida no Sistema Interligado. É, ainda, um aproveitamento excepcional do ponto de vista da engenharia e custo. As perspectivas de crescimento do Produto Interno Bruto e, portanto, do mercado de energia elétrica sinalizam para a necessidade do aumento da oferta de energia elétrica. A alternativa da construção deste empreendimento se apresenta altamente competitivo na concepção do planejamento energético. O empreendimento hidrelétrico de Belo Monte está contemplado no Programa de Governo “Avança Brasil”, não apenas para equacionar a questão da escassez de energia, mas também como um projeto estruturante do Eixo de Desenvolvimento - Madeira/ Amazonas. Nesta concepção, o empreendimento deve integrar o planejamento regional, proporcionando efeitos multiplicadores de emprego e renda. ~
Retirado: http://www.amazonia.org.br/guia/detalhes.cfm?id=26382&tipo=6&cat_id=38&subcat_id=158

BELO MONTE

A polêmica em torno da construção da usina de Belo Monte na Bacia do Rio Xingu, em sua parte paraense, já dura mais de 20 anos. Entre muitas idas e vindas, a hidrelétrica de Belo Monte, hoje considerada a maior obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, vem sendo alvo de intensos debates na região, desde 2009, quando foi apresentado o novo Estudo de Impacto Ambiental (EIA) intensificando-se a partir de fevereiro de 2010, quando o MMA concedeu a licença ambiental prévia para sua construção
O s movimentos sociais e as lideranças indígenas da região são contrários à obra porque consideram que os impactos socioambientais não estão suficientemente dimensionados. Em outubro de 2009, por exemplo, um painel de especialistas debruçou-se sobre o EIA e questionou os estudos e a viabilidade do empreendimento. Um mês antes, em setembro, diversas audiências públicas haviam sido realizadas sob uma saraivada de críticas, especialmente do Ministério Público Estadual, seguido pelos movimentos sociais, que apontava problemas em sua forma de realização.
A inda em outubro, a Funai liberou a obra sem saber exatamente que impactos causaria sobre os índios e lideranças indígenas kayapó enviaram carta ao Presidente Lula na qual diziam que caso a obra fosse iniciada haveria guerra. Para culminar, em fevereiro de 2010, o Ministério do Meio Ambiente concedeu a licença ambiental, também sem esclarecer questões centrais em relação aos impactos socioambientais.
Listada no governo FHC como uma das muitas obras estratégicas do programa Avança Brasil, a construção do complexo de hidrelétricas no Rio Xingu faz parte da herança legada ao governo Lula, eleito em novembro de 2002. Herança que era bem conhecida. Tanto assim, que o caderno temático O Lugar da Amazônia no Desenvolvimento do Brasil, parte do Programa do Governo do presidente eleito, alertava: “Dois projetos vêm sendo objeto de intensos debates: a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, e o de Gás de Urucu, no Amazonas. Além desses também preocupam as 18 barragens propostas na Bacia do Rio Araguaia e Tocantins. A matriz energética brasileira, que se apóia basicamente na hidroeletricidade, com megaobras de represamento de rios, tem afetado a Bacia Amazônica. Considerando as especificidades da Amazônia, o conhecimento fragmentado e insuficiente que se acumulou sobre as diversas formas de reação da natureza em relação ao represamento em suas bacias, não é recomendável a reprodução cega da receita de barragens que vem sendo colocada em prática pela Eletronorte”.
Decisão ficou para o governo Lula
Exemplos infelizes como a construção das usinas hidrelétricas de Tucuruí (PA) e Balbina (AM), as últimas construídas na Amazônia, nas décadas de 1970 e 1980, estão aí de prova. Desalojaram comunidades, inundaram enormes extensões de terra e destruíram a fauna e flora daquelas regiões. Balbina, a 146 quilômetros de Manaus, significou a inundação da reserva indígena Waimiri-Atroari, mortandade de peixes, escassez de alimentos e fome para as populações locais. A contrapartida, que era o abastecimento de energia elétrica da população local, não foi cumprida. O desastre foi tal que, em 1989, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), depois de analisar a situação do Rio Uatumã, onde a hidrelétrica fora construída, concluiu por sua morte biológica. Em Tucuruí não foi muito diferente. Quase dez mil famílias ficaram sem suas terras, entre indígenas e ribeirinhos. Diante desse quadro, em relação à Belo Monte, é preciso questionar a forma anti-democrática como o projeto vinha sendo conduzido, a relação custo-benefício da obra, o destino da energia a ser produzida e a inexistência de uma política energética para o país que privilegie energias alternativas.
Empossado na presidência da Eletrobrás, em janeiro de 2003, o físico Luiz Pinguelli Rosa, declarou à imprensa que o projeto de construção de Belo Monte seria discutido e opções de desenvolvimento econômico e social para o entorno da barragem estariam na pauta, assim como a possibilidade de reduzir a potência instalada, prevista em 11 mil megawatts (MW) no projeto original.
A persistência governamental em construir Belo Monte está baseada numa sólida estratégia de argumentos dentro da lógica e vantagens comparativas da matriz energética brasileira. Os rios da margem direita do Amazonas têm declividades propícias à geração de energia, e o Xingu se destaca, também pela sua posição em relação às frentes de expansão econômica (predatória) da região central do país. O desenho de Belo Monte foi revisto e os impactos reduzidos em relação à proposta da década de 80. O lago, por exemplo, inicialmente previsto para ter 1.200 km2, foi reduzido, depois do encontro, para 400 km2. Os socioambientalistas, entretanto, estão convencidos de que além dos impactos diretos e indiretos, Belo Monte é um cavalo de tróia, porque outras barragens virão depois, modificando totalmente e para pior a vida na região.
PESSOAL, A CONSTRUÇÃO DO BELO MONTE ESTÁ CAUSANDO MUITA DISCUSSÃO ENTRE OS AMBIOENTALISTAS E NÓS CIDADÃOS QUE FICAMOS SEM SABER QUAL ATUTUDE APOIAR. POR ISSO, ESTAREMOS POSTANDO REPORTAGENS E ARTIGOS, RETRATANDO OS BENEFICIOS E OS MALEFICIOS DA CONTRUÇÃO DESSA HIDRELÉTRICA. e FIQUEM A VONTADE EM POSTAR E OPINAREM!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Eficiência energética pelo mundo

por Fernanda Dalla Costa

México: cidade troca lâmpadas para ampliar projetos sociais | Espanha: tarifas elétricas não incluirão taxas de eficiência energética | Japão: governo irá estimular construtores a se tornarem mais eficientes energeticamente

México: cidade troca lâmpadas para ampliar projetos sociais

A cidade de Naucalpan, espera reduzir em até 60% seu consumo de energia com a troca de cerca de 40 mil lâmpadas de iluminação público. Isto é o equivalente a uma economia de 270 milhões de pesos (R$38,8 milhões) para os cofres da cidade, informou o diário La Crónica de Hoy.

"O governo de Naucalpan caminha com passos firmes em direção à redução da poluição de nosso meio ambiente e desenvolvimento sustentável, limpo e harmônico com o crescimento econômico de nossa cidade", disse Azucena Olivares Villagómez, prefeita da cidade.

O programa reduzirá a emissão de 23.106 toneladas de gases poluentes, irá gerar mais de 300 empregos temporários e os recursos financeiros economizados poderão ser investidos em projetos sociais na cidade.

Espanha: tarifas elétricas não incluirão taxas de eficiência energética

O Tribunal Supremo espanhol declarou que o custo dos planos de economia e eficiência energética não devem ser adicionados à tarifa regulada, atendendo a um recurso apresentado pela Unesa (Associação Espanhola da Indústria Elétrica, em português). A entidade questionou uma ordem ministerial que revisou as tarifas elétricas desde 1º de janeiro de 2009, informou a agência de notícias Efe.

O tribunal anulou o artigo 9 da Ordem ITC/3801/2008, que assegurava uma quantia ao financiamento do plano de estratégias de economia e eficiência energética. Assim, o tribunal concordou com o setor elétrico que argumentou que o aumento das tarifas o que infringe dois artigos da Lei do Setor Elétrico, que estabelece o o que pode ser financiado pela conta de luz.

Essa discussão, entre o Estado e o setor elétrico está em pauta no país desde 2006.

Japão: governo irá estimular construtores a se tornarem mais eficientes energeticamente

O governo japonês pretende implantar, até o final de 2010, um plano de economia de energia e de materiais para as empresas de construção, além disso será formado um grupo de especialistas para elaborar outras pautas de economia de energia, segundo o ministro dos Transportes, Seiji Maehara, informou a agência de notícias Prensa Latina.

A iniciativa pretende tornar obrigatório o uso de materiais que causam menos impactos ambientais e métodos de construção que contribuam para o isolamento térmico das residências. Segundo o ministro, o governo também está estudando a possibilidade de oferecer descontos aos construtores que cumprirem essas recomendações e usarem materiais verdes em suas obras.

Maehara disse ainda que pretende criar novos investimentos e revigorar o mercado de construções, a fim de aumentar a eficiência energética em casas e edifícios. Essas medidas fazem parte do plano para reduzir as emissões de CO2 do país em 25% até 2020, em relação aos níveis de 1990.


Retirado: http://www.revistasustentabilidade.com.br/eficiencia-energetica/copy18_of_eficiencia-energetica-pelo-mundo

EARTH DAY

No dia 22 de abril comemora-se o dia do Planeta Terra, iniciativa que pretende despertar a consciência na população de todo o mundo sobre maneiras de colaborar na preservação do meio ambiente através de simples medidas cotidianas.


Há 39 anos, no dia 22 de abril de 1970, aconteceu o primeiro protesto em caráter nacional contra a poluição do planeta. O então o Senador norte-americano Gaylord Nelson, na época estudante de Harvard, organizou eventos para discussão e desenvolvimento de projetos sobre o meio ambiente. O movimento ganhou, ano após ano, outros países como adeptos, incluindo o Brasil, que uniu-se oficialmente à causa em 1990.


O problema


Grande parte dos 510,3 milhões de m2 do planeta Terra está sendo destruída por nós, humanos, que somos inconsequentes no proveito do meio ambiente. As florestas estão cada vez mais desmatadas, os rios mais poluídos, o ar mais carregado, o céu mais acinzentado. Como consequência disso tudo, vem o aquecimento global, que por sua vez derrete as geleiras, faz com que o nível do mar aumente, ameaça biosfera e contribui para a ploriferação de doenças. Muito esgoto é lançado in natura nas águas, muito lixo é jogado nas ruas e a reciclagem ainda é uma palavra conhecida por poucos.


Para amenizar o quadro desolador, existem ONGs, empresas e outras iniciativas públicas e privadas preocupadas em fazer o mínimo que seja para que a Terra saia desta situação. Hoje, há uma estimativa de que 500 milhões de cidadãos em 85 países fazem algo especial pelo ambiente no dia 22 de abril. Não que a mobilização durante um dos 365 dias do ano possa mudar muita coisa, mas já é um passo para desenvolver a sensibilidade ambiental coletiva e tentar salvar o Planeta. Aproveite esta data para colaborar. Economize energia, evite desperdícios e poluição. Cuide do lixo que você produz.


Para mantermos o equilíbrio da Terra é necessário ter consciência do que deve ser feito. Se os recursos naturais, essenciais para a sobrevivência humana forem esgotados, não haverá maneira de repô-los. O pensamento global deve implantar as iniciativas locais e pessoais para que cada um comece a fazer a sua parte.

Retirado: http://br.noticias.yahoo.com/s/20042009/48/saude-no-dia-22-abril-comemora.html

terça-feira, 20 de abril de 2010

Você sabe o que é certificação ambiental? E isso, o que tem haver com você?

A certificação florestal deve garantir que a madeira utilizada em determinado produto é oriunda de um processo produtivo manejado de forma ecologicamente adequada, socialmente justa e economicamente viável, e no cumprimento de todas as leis vigentes.Ao mesmo tempo, permite ao consumidor consciente a optação de um produto que não degrada o meio ambiente e contribui para o desenvolvimento social e econômico das comunidades florestais. Para isso, o processo de certificação deve assegurar a manutenção da floresta, bem como o emprego e a atividade econômica que a mesma proporciona.
que é o FSC?
O FSC é hoje o selo verde mais reconhecido em todo o mundo, com presença em mais de 75 países e todos os continentes. Atualmente, os negócios com produtos certificados geram negócios da ordem de 5 bilhões de dólares por ano em todo o globo. FSC é uma sigla em inglês para a palavra Forest Stewardship Council, ou Conselho de Manejo Florestal, em português.

Como surgiu o FSC?
Este conselho foi criado como o resultado de uma iniciativa para a conservação ambiental e desenvolvimento sustentável das florestas do mundo inteiro. Seu objetivo é difundir o uso racional da floresta, garantindo sua existência no longo prazo. Para atingir este objetivo, o FSC criou um conjunto de regras reconhecidas internacionalmente, chamadas Princípios e Critérios, que conciliam as salvaguardas ecológicas com os benefícios sociais e a viabilidade econômica, e são os mesmos para o mundo inteiro.

Como atua o FSC?
O FSC atua de três maneiras: desenvolve os princípios e critérios (universais) para certificação; credencia organizações certificadoras especializadas e independentes; e apóia o desenvolvimento de padrões nacionais e regionais de manejo florestal, que servem para detalhar a aplicação dos princípios e critérios, adaptando-os à realidade de um determinado tipo de floresta.
A certificação FSC de uma área florestal requer que a operação florestal nessa área seja feita de modo:
- Ecologicamente correto
Utilizar técnicas que imitam o ciclo natural da floresta e causam o mínimo impacto, permitindo sua renovação e sua permanência, bem como da biodiversidade que abriga. Por exemplo, a floresta é provedora da matéria prima da Indústria papeleira - se não houver floresta, não é possível oferecer o mesmo produto nem na mesma quantidade. E o papel é um bem essencial na sociedade moderna.

- Socialmente justo
A propriedade de uma área florestal e toda a atividade precisa ser legalizada, o que significa pagar todos os tributos e respeitar todos os direitos trabalhistas, inclusive no item segurança do trabalho. Além disso, o processo de certificação FSC é transparente, o que permite sua fiscalização por qualquer entidade ou indivíduo da sociedade civil. Finalmente, os princípios e critérios do FSC são decididos com a participação igualitária dos três setores: ambiental, social e econômico.

- Economicamente viável
As técnicas de manejo florestal requeridas pelo FSC aumentam a produtividade da floresta, garantem a durabilidade dos investimentos, e AGREGAM valor ao produto. O selo FSC no produto já é uma demanda do mercado para o qual ainda não há suficiente oferta, e isso significa que um produto com o selo FSC garante a permanência no mercado e abre novos mercados.

Qual a importância da certificação para a indústria papeleira?
A adesão da indústria papeleira do Brasil à certificação FSC significa sua permanência no mercado, a oportunidade de introduzir novos produtos no mercado, e um passaporte para a modernidade e para a economia globalizada. Significa, também, a durabilidade do empreendimento e sua permanência no mesmo local, mantendo os empregos da comunidade e viabilizando os investimentos.

Outro fator relevante, no Brasil, é o fato de a certificação melhorar a imagem dos empresários do setor. Ela distingue os que operam de forma correta daqueles que estão na ilegalidade, que agem de forma predatória ao destruir a floresta e sua biodiversidade, o que os obriga a buscar sempre novas florestas, mudando constantemente de lugar, sem benefício para a comunidade local, utilizam trabalho infantil, mantém empregados sem carteira assinada e sem equipamentos de segurança, não pagam impostos, e assim por diante.

Como a cadeia de custódia pode influenciar?
A certificação da cadeia de custódia permite colocar o selo do FSC no produto final . Este selo orienta os compradores e consumidores sobre a origem da matéria-prima florestal, pois a certificação da cadeia de custódia exige o rastreamento da mesma desde sua colheita até a comercialização do produto acabado, pronto para o consumidor final. Quando se identifica o selo FSC no produto, sabe-se que a floresta da qual ele é oriundo está sendo explorada de acordo com todas as leis vigentes e de forma correta do ponto de vista ecológico, social e econômico. Isso diferencia o produto de outros similares e agrega valor. E estende a toda a cadeia de produção e comércio os benefícios da certificação.

Como podemos avaliar o Brasil quanto à evolução do processo de certificação?
O Brasil é hoje o país com maior área de florestas e o maior número de produtos certificados pelo FSC. São mais de 3 milhões de hectares de florestas certificadas desde o Amazonas até o Rio Grande do Sul e cerca de 170 certificações de cadeia de custódia. A maior parte dos produtos com selo FSC destinam-se hoje à exportação para países europeus e da América do Norte. No entanto, já existe um número superior a 60 organizações (indústrias, designers, governos estaduais, entidades de classe e outros) pertencentes ao Grupo de Compradores de Madeira Certificada, entidade que assume publicamente o compromisso de dar sempre preferência ao produto certificado.

Quais as perspectivas do FSC para o Brasil?
A criação do FSC Brasil (o Conselho Brasileiro de Manejo Florestal), em 2001, é o resultado do avanço da certificação florestal no Brasil. A perspectiva é o crescimento constante das áreas florestais certificadas e dos produtos com cadeia de custódia certificada. A criação de padrões brasileiros para plantações, floresta amazônica de terra firme e outros tipos de floresta encontradas no país facilita e homogeiniza a atuação das certificadoras ao mesmo tempo que garante a competitividade dos empreendimentos brasileiros, além de propiciar o credenciamento de certificadoras brasileiras. Hoje, o mercado de produtos brasileiros certificados pelo FSC movimenta mais de R$ 1bilhão por ano e a estimativa é que este número atinja R$ 3 bilhões até 2007.

Haverá conflito com certificações nacionais, como, por exemplo, o CERFLOR?
Não se trata de conflito, pois as diversas iniciativas atuam em diferentes âmbitos e níveis de exigência. O surgimento de vários selos reflete a exigência crescente do consumidor e seus fornecedores, bem como a tentativa de facilitar o acesso à certificação através de um nível menor de exigência. O FSC é hoje o selo verde florestal mais aceito internacionalmente, até porque ele é resultado de um movimento democrático e transparente proveniente de mais de 30 países envolvendo lideranças ambientalistas, empresariais, técnicas, movimentos sociais, comunidades que habitam as florestas e outros. Isso significa que os princípios e critérios estabelecidos pelo FSC contemplam na mesma medida os interesses de todas as partes envolvidas, sem privilegiar nenhuma delas.
Retirado: http://www.wwf.org.br/informacoes/questoes_ambientais/certificacao_florestal/
20 - 04 - 2010

Empresas de embalagem não priorizam sustentabilidade

As empresas de embalagem consideram a sustentabilidade importante, mas não têm o tema como prioridade em seu dia a dia. É o que indica o 1º Diagnóstico de Sustentabilidade de Embalagem nas Empresas Brasileiras, apresentado durante o 3º Fórum Nacional de Gestão Estratégica da Embalagem, no último dia 14. O estudo elaborado pelo Núcleo de Estudos em Embalagem da ESPM a partir de pesquisas realizadas pela GFK identificou que 91% das empresas entendem a sustentabilidade como uma questão muito importante e 87% delas possuem um gestor de sustentabilidade.

Todas as notícias de Marketing No entanto, 38% destes profissionais trabalham em um departamento específico, em geral ligado à área de RH, marketing, administrativo ou meio ambiente, e apenas 11% dedicam 100% do tempo para o assunto. Em 79% dos casos, a sustentabilidade ocupa, no máximo, 50% do tempo dos executivos, mas grande parte (78%) afirma tomar ações concretas sobre sustentabilidade da embalagem.

Para 41% dos profissionais da área, as embalagens são ainda o principal agente de contaminação dos aterros. Em seguida aparecem matéria orgânica, entulho e lixo eletrônico. Já em relação aos materiais para a produção, o papel é preferido por 40% dos entrevistados, principalmente por ser mais fácil de reciclar e ter decomposição rápida, seguido do vidro e do plástico, ambos com 12%.

Para os gestores, a função do governo a respeito da sustentabilidade é principalmente implantar e operar a coleta seletiva de embalagens (36%), desenvolver mecanismos de suporte para minimizar o impacto (29%) e criar leis que protejam o planeta (24%). Já o papel das corporações é incentivar e desenvolver ações de reciclagem, com 47%, além de trabalhar para aumentar a sustentabilidade das embalagens (33%). Na visão de 67% das empresas, cabe aos consumidores destinar corretamente as embalagens para reciclagem.

A capacitação dos gestores também foi abordada e 69% das empresas admitiram não conhecer nenhum curso sobre sustentabilidade. A maioria (81%) acredita que faltam cursos sobre o tema relacionado à embalagem e 87% gostariam de estudar mais sobre isto.

Retirado: http://portalexame.abril.com.br/marketing/noticias/sustentabilidade-ainda-nao-prioridade-empresas-embalagem-551415.html
Data: 20-04- 2010
Sylvia de Sá