Esse blog tem como finalidade discutir e postar artigos em relação de ecologia e economia, o que nós cidadãos e consumidores podemos fazer para diminuir os riscos de poluição do nosso planeta, onde moramos.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Comissão aprova reforma do Código Florestal
Em reunião marcada por ofensas e confrontos entre parlamentares, provocações e manifestações de ambientalistas e ruralistas, foi aprovado por 13 votos a 5 o substitutivoEspécie de emenda que altera a proposta em seu conjunto, substancial ou formalmente. Recebe esse nome porque substitui o projeto. O substitutivo é apresentado pelo relator e tem preferência na votação, mas pode ser rejeitado em favor do projeto original. do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) ao Projeto de Lei 1876/99, que revoga o Código Florestal (Lei 4771/65) e a Lei de Proteção das Florestas Existentes em Nascentes dos Rios (7754/89). Todos os destaquesMecanismo pelo qual os deputados podem retirar (destacar) parte da proposição a ser votada, ou uma emenda apresentada ao texto, para ir a voto depois da aprovação do texto principal. apresentados ao texto foram rejeitados. PT, PV e Psol e os deputados Valdir Colatto (PMDB-SC) e Assis Miguel Couto (PT-PR) apresentaram voto em separadoEspécie de manifestação alternativa ao voto do relator em uma comissão, podendo ser apresentado por qualquer dos demais integrantes. ao parecer. A proposta ainda terá que ser votada pelo Plenário.
Veja como votaram os deputados na comissão especial
Moratória do desmatamento
Um dos pontos mais polêmicos da proposta é a proibição de abertura de novas áreas para agricultura ou pecuária em qualquer propriedade do País por cinco anos — uma moratória do desflorestamento. Em troca, as áreas que estavam em uso na agropecuária até julho de 2008 serão reconhecidas e regularizadas.
O prazo de cinco anos é o tempo que União e estados terão para elaborar seu Zoneamento Econômico-Ecológico (ZEERegulamentado pelo Decreto 4297/02, o ZEE é um instrumento de gestão do território que estabelece, na implantação de planos, obras e atividades públicas e privadas, diretrizes para a proteção ambiental e a distribuição espacial das atividades econômicas para assegurar o desenvolvimento sustentável. O ZEE tem por objetivo geral organizar as decisões dos agentes públicos e privados quanto a planos, programas, projetos e atividades que, direta ou indiretamente, utilizem recursos naturais, assegurando a plena manutenção do capital e dos serviços ambientais dos ecossistemas.) e os planos de bacia, instalar os comitês de bacia hidrográfica e elaborar seus programas de regularização ambiental.
Neste dispositivo está um dos questionamentos mais fortes dos ambientalistas: o texto prevê exceção à moratória do desmatamento nos casos em que as autorizações para desflorestar já tenham sido expedidas ou forem protocoladas até a data da promulgação da lei.
O relator diminuiu de 30 para 20 anos o prazo para o produtor recompor as áreas desmatadas. Rebelo lembrou que os 20 anos se somam aos 5 de moratória. Em sua opinião, os 25 anos são um prazo razoável.
O relatório suspende as penalidades para produtores rurais que cometeram crimes ambientais até julho de 2008. Com isso, produtores poderão continuar com suas atividades em área de reserva legalÁrea localizada no interior de uma propriedade ou posse rural, excetuada a de preservação permanente, necessária ao uso sustentável dos recursos naturais, à conservação e reabilitação dos processos ecológicos, à conservação da biodiversidade e ao abrigo e proteção de fauna e flora nativas. O tamanho da reserva varia de acordo com a região e o bioma: - Na Amazônia Legal: 80% em área de florestas, 35% em área de cerrado, 20% em campos gerais; - Nas demais regiões do País: 20% em todos os biomas. até que seja elaborado o Programa de Regularização Ambiental, cujo prazo é de cinco anos.
Autonomia dos estados
Uma decisão polêmica, mantida pelo relator, foi permitir que os estados diminuam ou aumentem as áreas de reserva legal de acordo com estudos técnicos e seu Zoneamento Ecológico-Econômico. A Constituição determina que a competência é concorrente, ou seja, a União tem o poder de editar normas gerais, que devem ser detalhadas pelos estados. No entender da oposição, a delimitação de áreas de proteção é típica de lei geral e não poderia ser transferida para os estados.
As Áreas de Proteção Permanente (APPSão faixas de terra ocupadas ou não por vegetação nas margens de nascentes, córregos, rios, lagos, represas, no topo de morros, em dunas, encostas, manguezais, restingas e veredas. Essas áreas são protegidas por lei federal, inclusive em áreas urbanas. Calcula-se mais de 20% do território brasileiro estejam em áreas de preservação permanente (APPs). As APPs são previstas pelo Código Florestal. Os casos excepcionais que possibilitam a intervenção ou supressão de vegetação em APP são regulamentados pelo Ministério do Meio Ambiente.s) de rios (matas ciliares) de até cinco metros de largura foram reduzidas de 30 para 15 metros, e os estados não terão poder para alterar esses limites.
Pequenas propriedades
Aldo Rebelo excluiu da obrigação de recompor a reserva legal as propriedades de até quatro módulos fiscais. Ele manteve, porém, os percentuais de preservação: as reservas legais terão de preservar 80% da vegetação nativa na área de floresta da Amazônia Legal, 35% do Cerrado e 20% da vegetação no resto do País. Caso a vegetação remanescente seja superior a essa previsão, poderá ser cortada até esse limite.
Dr. Rosinha propôs, mas não foi aceita, a utilização do conceito da Lei da Agricultura Familiar (Lei 11.326/06) para caracterizar a pequena propriedade. O deputado Anselmo de Jesus (PT-RO) afirmou, porém, que o parecer atendeu todas as necessidades da agricultura familiar do País e contemplou as sugestões de todos os setores.
Para Ivan Valente (Psol-SP), o módulo fiscalÉ a unidade de medida em hectares definida pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para cada município, para cobrança do Imposto Territorial Rural. As variações levam em conta qualidade do solo, relevo, acesso e capacidade produtiva. Na região Norte, um módulo fiscal varia de 50 a 100 hectares; no Nordeste, de 15 a 90 hectares; no Centro-Oeste, de 5 a 110 hectares; na região Sul, de 5 a 40 hectares; e na Sudeste, de 5 a 70 hectares. também não seria apropriado. O parlamentar disse que o maior problema dessa definição é que os módulos variam a cada região do País.
Classificação de vegetação
Como sugerido por parlamentares da bancada que representa os produtores rurais, o relator retirou do texto as classificações de diferentes tipos de vegetação, que se dividiam em formação campestre, florestal e savânica. De acordo com os deputados, essa diferenciação poderia provocar recursos à Justiça, dada a difícil interpretação da classificação. Aldo ficou com a definição do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que já divide em florestas, cerrados e campos gerais.
O deputado também retirou a possibilidade de recomposição com espécies exóticas, como constava da primeira versão do texto.
Reportagem - Vania Alves
Edição – Regina Céli Assumpção
http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/MEIO-AMBIENTE/149459-COMISSAO-APROVA-REFORMA-DO-CODIGO-FLORESTAL.html
Veja como votaram os deputados na comissão especial
Moratória do desmatamento
Um dos pontos mais polêmicos da proposta é a proibição de abertura de novas áreas para agricultura ou pecuária em qualquer propriedade do País por cinco anos — uma moratória do desflorestamento. Em troca, as áreas que estavam em uso na agropecuária até julho de 2008 serão reconhecidas e regularizadas.
O prazo de cinco anos é o tempo que União e estados terão para elaborar seu Zoneamento Econômico-Ecológico (ZEERegulamentado pelo Decreto 4297/02, o ZEE é um instrumento de gestão do território que estabelece, na implantação de planos, obras e atividades públicas e privadas, diretrizes para a proteção ambiental e a distribuição espacial das atividades econômicas para assegurar o desenvolvimento sustentável. O ZEE tem por objetivo geral organizar as decisões dos agentes públicos e privados quanto a planos, programas, projetos e atividades que, direta ou indiretamente, utilizem recursos naturais, assegurando a plena manutenção do capital e dos serviços ambientais dos ecossistemas.) e os planos de bacia, instalar os comitês de bacia hidrográfica e elaborar seus programas de regularização ambiental.
Neste dispositivo está um dos questionamentos mais fortes dos ambientalistas: o texto prevê exceção à moratória do desmatamento nos casos em que as autorizações para desflorestar já tenham sido expedidas ou forem protocoladas até a data da promulgação da lei.
O relator diminuiu de 30 para 20 anos o prazo para o produtor recompor as áreas desmatadas. Rebelo lembrou que os 20 anos se somam aos 5 de moratória. Em sua opinião, os 25 anos são um prazo razoável.
O relatório suspende as penalidades para produtores rurais que cometeram crimes ambientais até julho de 2008. Com isso, produtores poderão continuar com suas atividades em área de reserva legalÁrea localizada no interior de uma propriedade ou posse rural, excetuada a de preservação permanente, necessária ao uso sustentável dos recursos naturais, à conservação e reabilitação dos processos ecológicos, à conservação da biodiversidade e ao abrigo e proteção de fauna e flora nativas. O tamanho da reserva varia de acordo com a região e o bioma: - Na Amazônia Legal: 80% em área de florestas, 35% em área de cerrado, 20% em campos gerais; - Nas demais regiões do País: 20% em todos os biomas. até que seja elaborado o Programa de Regularização Ambiental, cujo prazo é de cinco anos.
Autonomia dos estados
Uma decisão polêmica, mantida pelo relator, foi permitir que os estados diminuam ou aumentem as áreas de reserva legal de acordo com estudos técnicos e seu Zoneamento Ecológico-Econômico. A Constituição determina que a competência é concorrente, ou seja, a União tem o poder de editar normas gerais, que devem ser detalhadas pelos estados. No entender da oposição, a delimitação de áreas de proteção é típica de lei geral e não poderia ser transferida para os estados.
As Áreas de Proteção Permanente (APPSão faixas de terra ocupadas ou não por vegetação nas margens de nascentes, córregos, rios, lagos, represas, no topo de morros, em dunas, encostas, manguezais, restingas e veredas. Essas áreas são protegidas por lei federal, inclusive em áreas urbanas. Calcula-se mais de 20% do território brasileiro estejam em áreas de preservação permanente (APPs). As APPs são previstas pelo Código Florestal. Os casos excepcionais que possibilitam a intervenção ou supressão de vegetação em APP são regulamentados pelo Ministério do Meio Ambiente.s) de rios (matas ciliares) de até cinco metros de largura foram reduzidas de 30 para 15 metros, e os estados não terão poder para alterar esses limites.
Pequenas propriedades
Aldo Rebelo excluiu da obrigação de recompor a reserva legal as propriedades de até quatro módulos fiscais. Ele manteve, porém, os percentuais de preservação: as reservas legais terão de preservar 80% da vegetação nativa na área de floresta da Amazônia Legal, 35% do Cerrado e 20% da vegetação no resto do País. Caso a vegetação remanescente seja superior a essa previsão, poderá ser cortada até esse limite.
Dr. Rosinha propôs, mas não foi aceita, a utilização do conceito da Lei da Agricultura Familiar (Lei 11.326/06) para caracterizar a pequena propriedade. O deputado Anselmo de Jesus (PT-RO) afirmou, porém, que o parecer atendeu todas as necessidades da agricultura familiar do País e contemplou as sugestões de todos os setores.
Para Ivan Valente (Psol-SP), o módulo fiscalÉ a unidade de medida em hectares definida pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para cada município, para cobrança do Imposto Territorial Rural. As variações levam em conta qualidade do solo, relevo, acesso e capacidade produtiva. Na região Norte, um módulo fiscal varia de 50 a 100 hectares; no Nordeste, de 15 a 90 hectares; no Centro-Oeste, de 5 a 110 hectares; na região Sul, de 5 a 40 hectares; e na Sudeste, de 5 a 70 hectares. também não seria apropriado. O parlamentar disse que o maior problema dessa definição é que os módulos variam a cada região do País.
Classificação de vegetação
Como sugerido por parlamentares da bancada que representa os produtores rurais, o relator retirou do texto as classificações de diferentes tipos de vegetação, que se dividiam em formação campestre, florestal e savânica. De acordo com os deputados, essa diferenciação poderia provocar recursos à Justiça, dada a difícil interpretação da classificação. Aldo ficou com a definição do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que já divide em florestas, cerrados e campos gerais.
O deputado também retirou a possibilidade de recomposição com espécies exóticas, como constava da primeira versão do texto.
Reportagem - Vania Alves
Edição – Regina Céli Assumpção
http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/MEIO-AMBIENTE/149459-COMISSAO-APROVA-REFORMA-DO-CODIGO-FLORESTAL.html
Comissões do Senado aprovam nova gestão de lixo no Brasil
Revista Exame - 07/07/2010
Vanessa Barbosa
São Paulo - Em tramitação há mais de 18 anos no Congresso brasileiro, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), projeto de lei que estabelece diretrizes para o descarte de lixo e a reciclagem no País, foi aprovada hoje, com unanimidade, por Comissões do Senado, em Brasília.
O texto segue agora para apreciação no Plenário, em regime de urgência. Se passar, a Política Nacional de Resíduos Sólidos só precisará ser sancionada pelo presidente Lula para virar lei. O projeto da PNRS prevê a gestão responsável do lixo brasileiro, e proíbe a criação de lixões para lançamento de resíduos a céu aberto.
Todas as prefeituras deverão construir aterros sanitários adequados às normas ambientais, onde só poderão ser depositados os resíduos sem qualquer possibilidade de reaproveitamento ou compostagem. Será proibido catar lixo, morar ou criar animais em aterros sanitários. Além disso, é incluída na legislação a responsabilidade compartilhada entre governo, sociedade e iniciativa privada pelo descarte do lixo.
A proposta prevê ainda acordos setoriais para dar suporte à Logística Reversa, quando o fabricante é o responsável pelo descarte do produto após a venda, e também sugere meios para que ela possa ser colocada em prática, envolvendo, por exemplo, as cooperativas de catadores de lixo, que fazem a triagem do material que será reciclado. Também é contemplada no texto, a possibilidade da indústria de reciclagem receber incentivos da União e dos governos estaduais.
Com isso, o país tentará resolver o problema da produção de lixo das cidades, que chega a 150 mil toneladas por dia. Desse total, 59% vão para os "lixões" e apenas 13% têm destinação correta, em aterros sanitários. Em 2008, apenas 405 dos 5.564 municípios brasileiros faziam coleta seletiva de lixo.
Vanessa Barbosa
São Paulo - Em tramitação há mais de 18 anos no Congresso brasileiro, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), projeto de lei que estabelece diretrizes para o descarte de lixo e a reciclagem no País, foi aprovada hoje, com unanimidade, por Comissões do Senado, em Brasília.
O texto segue agora para apreciação no Plenário, em regime de urgência. Se passar, a Política Nacional de Resíduos Sólidos só precisará ser sancionada pelo presidente Lula para virar lei. O projeto da PNRS prevê a gestão responsável do lixo brasileiro, e proíbe a criação de lixões para lançamento de resíduos a céu aberto.
Todas as prefeituras deverão construir aterros sanitários adequados às normas ambientais, onde só poderão ser depositados os resíduos sem qualquer possibilidade de reaproveitamento ou compostagem. Será proibido catar lixo, morar ou criar animais em aterros sanitários. Além disso, é incluída na legislação a responsabilidade compartilhada entre governo, sociedade e iniciativa privada pelo descarte do lixo.
A proposta prevê ainda acordos setoriais para dar suporte à Logística Reversa, quando o fabricante é o responsável pelo descarte do produto após a venda, e também sugere meios para que ela possa ser colocada em prática, envolvendo, por exemplo, as cooperativas de catadores de lixo, que fazem a triagem do material que será reciclado. Também é contemplada no texto, a possibilidade da indústria de reciclagem receber incentivos da União e dos governos estaduais.
Com isso, o país tentará resolver o problema da produção de lixo das cidades, que chega a 150 mil toneladas por dia. Desse total, 59% vão para os "lixões" e apenas 13% têm destinação correta, em aterros sanitários. Em 2008, apenas 405 dos 5.564 municípios brasileiros faziam coleta seletiva de lixo.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Seres Humanos
Autor: Alex Moreira dos Santos - Biólogo
Todos os dias milhões de pessoas acordam cedo e vão para os seus respectivos trabalhos, no final do dia voltam para as suas casas, cansados da sua jornada de trabalho, em suas casas depois de se alimentarem, vão para suas camas para dormirem e repetirem tudo de novo no dia seguinte. E assim vão vivendo, envelhecendo cada dia mais, vendo filhos e netos crescerem.
Resumidamente e simplificado esse é o ciclo de vida dos seres humanos.
Agora, o que torna os seres humanos superiores aos outros animais ???
As Respostas podem ser inúmeras, dependendo do ponto de vista das pessoas.
Alguns religiosos diriam que a Alma nos torna superior aos demais animais, cientistas diriam que é a nossa capacidade de pensar, raciocinar, e criticar que o nosso complexo cérebro possui.
O Interessante é observar que realmente nos somos uma espécie complexa demais, o que não significa que isso seja positivo, afinal somos capazes de fazer guerras que mudam toda a historia do planeta, dizimamos semelhantes apenas por terem uma cor diferente de pele, ou por apenas terem uma religião diferente, somos capazes de fazer as maiores atrocidades inimagináveis, já extinguimos e a ainda continuamos a extinguir centenas de espécies de animais, muitos deles são extintos sem ao menos nos tornamos conhecimento de sua existência.
Somos cruéis por natureza, violentos, sádicos, maldosos, somos uma espécie destrutiva que está acabando com o nosso bem mais precioso, o Planeta Terra.
Pare para pensar e reflita bem..... Somos realmente superiores aos outros animais???
O que nos fazemos que nos torna superiores?
A Alma? Nosso complexo cérebro?
Se você é religioso, provavelmente vai dizer que é a Alma que nos torna especial, superiores a outras formas de vida, e que segundo a Bíblia, Deus nos colocou para reinarmos sobre a terra e sobre outros animais.
Uma ótima resposta...... mas... Será que Deus nos colocou para nos destruirmos outros animais, caçarmos e matarmos outras espécies e ao meio ambiente apenas por esporte, prazer e dinheiro ?
Será que fomos criados apenas para destruirmos o nosso planeta?
Ou caso você não acredite na Bíblia, será que evoluirmos tanto para se tornarmos tão destrutivos ?
Isso seria uma evolução da espécie, se tornar destrutivos ?
Nossa espécie se tornou um câncer para o Planeta, afinal, nós utilizamos seus recursos de maneira indiscriminada, destruímos a camada de ozônio, que é uma proteção natural da terra, poluímos rios e mares, desmatamos florestas, extinguimos outras espécies de animais, e matamos nossa própria espécie por prazer.
Temos o direito de fazer isso ???
O Planeta terra age contra nós como pode, novos vírus, terremotos, tsunamis, furações, mais nada disso é realmente efetivo contra nossa espécie, afinal somos um câncer em metástase, o planeta já não consegue lutar de maneira efetiva contra nós.
A única esperança para o planeta seria se nós nos destruissemos sozinhos, e olha que isso não é impossível de acontecer, afinal, por que você acha que foi criado a bomba atômica ?
O Planeta pede socorro, e o que nós fazemos?
Ignoramos seu pedido.
Olha o pacto de Kyoto, países ricos preferem destruir o planeta a mudar a economia, outros preferem duvidar do aquecimento global, por meio de teses e teorias.
Basta você olhar em sua volta, e já verá a ação desse aquecimento, é verdade que a terra passa por ciclos, como aconteceu a milhões de anos atrás como a Era do Gelo, e que ela está numa fase de aquecimento, mas o que acontece é que estamos jogando lenha na fogueira, e é muita, mas muita lenha, e com isso o planeta está aquecendo sem controle, degelos nos pólos (extinção de espécies), aumento do nível do mar (desaparecimentos de ilhas e cidades), aquecimento dos oceanos (extinção de corais e outros seres vivos sensíveis a alteração de temperatura como o Krill).
E ainda tem gente que duvida do aquecimento global.
Somos a espécie mais complexa, e também a pior.
Todos os dias milhões de pessoas acordam cedo e vão para os seus respectivos trabalhos, no final do dia voltam para as suas casas, cansados da sua jornada de trabalho, em suas casas depois de se alimentarem, vão para suas camas para dormirem e repetirem tudo de novo no dia seguinte. E assim vão vivendo, envelhecendo cada dia mais, vendo filhos e netos crescerem.
Resumidamente e simplificado esse é o ciclo de vida dos seres humanos.
Agora, o que torna os seres humanos superiores aos outros animais ???
As Respostas podem ser inúmeras, dependendo do ponto de vista das pessoas.
Alguns religiosos diriam que a Alma nos torna superior aos demais animais, cientistas diriam que é a nossa capacidade de pensar, raciocinar, e criticar que o nosso complexo cérebro possui.
O Interessante é observar que realmente nos somos uma espécie complexa demais, o que não significa que isso seja positivo, afinal somos capazes de fazer guerras que mudam toda a historia do planeta, dizimamos semelhantes apenas por terem uma cor diferente de pele, ou por apenas terem uma religião diferente, somos capazes de fazer as maiores atrocidades inimagináveis, já extinguimos e a ainda continuamos a extinguir centenas de espécies de animais, muitos deles são extintos sem ao menos nos tornamos conhecimento de sua existência.
Somos cruéis por natureza, violentos, sádicos, maldosos, somos uma espécie destrutiva que está acabando com o nosso bem mais precioso, o Planeta Terra.
Pare para pensar e reflita bem..... Somos realmente superiores aos outros animais???
O que nos fazemos que nos torna superiores?
A Alma? Nosso complexo cérebro?
Se você é religioso, provavelmente vai dizer que é a Alma que nos torna especial, superiores a outras formas de vida, e que segundo a Bíblia, Deus nos colocou para reinarmos sobre a terra e sobre outros animais.
Uma ótima resposta...... mas... Será que Deus nos colocou para nos destruirmos outros animais, caçarmos e matarmos outras espécies e ao meio ambiente apenas por esporte, prazer e dinheiro ?
Será que fomos criados apenas para destruirmos o nosso planeta?
Ou caso você não acredite na Bíblia, será que evoluirmos tanto para se tornarmos tão destrutivos ?
Isso seria uma evolução da espécie, se tornar destrutivos ?
Nossa espécie se tornou um câncer para o Planeta, afinal, nós utilizamos seus recursos de maneira indiscriminada, destruímos a camada de ozônio, que é uma proteção natural da terra, poluímos rios e mares, desmatamos florestas, extinguimos outras espécies de animais, e matamos nossa própria espécie por prazer.
Temos o direito de fazer isso ???
O Planeta terra age contra nós como pode, novos vírus, terremotos, tsunamis, furações, mais nada disso é realmente efetivo contra nossa espécie, afinal somos um câncer em metástase, o planeta já não consegue lutar de maneira efetiva contra nós.
A única esperança para o planeta seria se nós nos destruissemos sozinhos, e olha que isso não é impossível de acontecer, afinal, por que você acha que foi criado a bomba atômica ?
O Planeta pede socorro, e o que nós fazemos?
Ignoramos seu pedido.
Olha o pacto de Kyoto, países ricos preferem destruir o planeta a mudar a economia, outros preferem duvidar do aquecimento global, por meio de teses e teorias.
Basta você olhar em sua volta, e já verá a ação desse aquecimento, é verdade que a terra passa por ciclos, como aconteceu a milhões de anos atrás como a Era do Gelo, e que ela está numa fase de aquecimento, mas o que acontece é que estamos jogando lenha na fogueira, e é muita, mas muita lenha, e com isso o planeta está aquecendo sem controle, degelos nos pólos (extinção de espécies), aumento do nível do mar (desaparecimentos de ilhas e cidades), aquecimento dos oceanos (extinção de corais e outros seres vivos sensíveis a alteração de temperatura como o Krill).
E ainda tem gente que duvida do aquecimento global.
Somos a espécie mais complexa, e também a pior.
domingo, 9 de maio de 2010
Empresas: conciliando sua imagem com os aspectos sociais e ambientais
Atualmente, não basta ter preço competitivo e qualidade, é necessário se diferenciar. E uma das formas encontradas pelas empresas, como um diferencial, é demonstrar publicamente, seus feitos em relação a responsabilidade social e ambiental, isso será de vital importância, já que as empresas estão enfrentando, crescentemente, novos desafios impostos pelas exigências dos consumidores, pela pressão de grupos da sociedade organizada e por legislações além das regras comerciais que demandam. Dessa forma, as empresas estão tentando demonstrar novas posturas diante de questões ligadas coma ética e à qualidade da relação empresas–sociedade.
Legislações ambientais, normas de qualidade, globalização, e a competitividade entre as empresas, essas são algumas das causas que estão motivando as empresas a conciliar a sua lucratividade com a responsabilidade social e ambiental.
Pois, uma das condições para a empresa obter lucro e ser competitiva é relacionar sua marca a conceitos e valores éticos. Afinal, para conquistar o consumidor, que exerce com mais consciência a sua cidadania, as companhias precisam comprovar que adotam uma postura correta, tanto na relação com os funcionários, consumidores e fornecedores e clientes em relação à leis, aos direitos humanos e ao meio ambiente. As perdas empresariais oriundas dos casos de desastre ambiental apresentados aqui mostram o quanto as empresas estão pressionadas pelos stakeholders a agir com responsabilidade social, (LORENÇO, 2003, p.117).
Dessa forma, percebemos a influência de marketing na formação de hábitos de consumo das pessoas e na criação da imagem que inspire credibilidade e confiança isso faz com que as empresas se direcionam à constante melhoria da gestão do marketing integrado, criando uma cultura de respeito e valorização perante os consumidores.
Além de que, com o aumento da necessidade de serem competitivas devido à abertura do mercado nacional e oportunidades de exportação, as organizações estão buscando alternativas de se diferenciar, abrir novos mercados e melhorar sua competitividade. Pois, a responsabilidade sócio-ambiental pode fazer essa diferenciação. Por outro lado, com a democratização, diminuição do papel do Estado, maior atuação da mídia e conscientização da sociedade civil, a pressão social e política para uma maior responsabilidade sócio-ambiental e transparência das empresas tende a aumentar., (OLIVEIRA, 2007).
Contudo, ainda não há muitas barreiras da venda de produtos ecologicamente corretos, já que é importante para muitos consumidores a preocupação em relação ao meio ambiente, (PALHARES, 2003, p. 4 2):
Restrições financeiras: Apesar do hábitos de consumo das pessoas terem aumentado – de forma acentuadas, as vendas de produtos verdes não cresceu no mesmo em função de restrições financeiras, já que, em geral os produtos “verdes” chegam ao mercado com um preço-prêmio;
A complexidade da questão: Isso significa que o consumidor pode não considerar que alguns de seus hábitos de consumo têm vinculo estreito com a degradação ambiental, ou que pode haver fatores – além das restrições financeiras – inibam a propensão produtos mais “verde”;
A definição do que seja “verde”: Ocorre que a expressão “verde” nem sempre é compreendida como sinônimo de “sustentável”, sendo na maioria das vezes vista apenas como “ecologicamente melhor” (ou “ambientalmente mais amigável”) do que as demais opções disponíveis no mercado. Até o momento, porém, isso não parece ter sido suficiente para convencer os consumidores a mudar seus hábitos.
Em um processo lento, as empresas estão percebendo a necessidade de conciliar a marca com a responsabilidade social e ambiental, Já que, através da tecnologia de informação, há maior transparência de informação, dessa forma, os consumidores conseguem ter maior participação na vida corporativa, havendo maior impacto nas atitudes das empresas.
Mas, fica uma grande dúvida, como saber se realmente o que divulgam é realmente verdade ou apenas propaganda enganosa?
BIBLIOGRÁFIA
LORENÇO, Alex G.; SHRÖDER. Vale investir em responsabilidade social empresarial? Stakeholders, ganhos e perdas. . Responsabilidade social: evolução e tendência. Responsabilidade Social das Empresas – A Contribuição das Universidades, V.II, p.77 a 120. São Paulo: Petrópolis: Instituto Ethos, 2003.
OLÍVEIRA. José A. P. de. Uma avaliação dos balanços sociais das 500 maiores. RAE-eletrônica, São Paulo, v.4, n.1, Art. 2, jan/jun. 2005. Disponível em:
Autor: Elisabeth Rayle Bortucan Lenza
Legislações ambientais, normas de qualidade, globalização, e a competitividade entre as empresas, essas são algumas das causas que estão motivando as empresas a conciliar a sua lucratividade com a responsabilidade social e ambiental.
Pois, uma das condições para a empresa obter lucro e ser competitiva é relacionar sua marca a conceitos e valores éticos. Afinal, para conquistar o consumidor, que exerce com mais consciência a sua cidadania, as companhias precisam comprovar que adotam uma postura correta, tanto na relação com os funcionários, consumidores e fornecedores e clientes em relação à leis, aos direitos humanos e ao meio ambiente. As perdas empresariais oriundas dos casos de desastre ambiental apresentados aqui mostram o quanto as empresas estão pressionadas pelos stakeholders a agir com responsabilidade social, (LORENÇO, 2003, p.117).
Dessa forma, percebemos a influência de marketing na formação de hábitos de consumo das pessoas e na criação da imagem que inspire credibilidade e confiança isso faz com que as empresas se direcionam à constante melhoria da gestão do marketing integrado, criando uma cultura de respeito e valorização perante os consumidores.
Além de que, com o aumento da necessidade de serem competitivas devido à abertura do mercado nacional e oportunidades de exportação, as organizações estão buscando alternativas de se diferenciar, abrir novos mercados e melhorar sua competitividade. Pois, a responsabilidade sócio-ambiental pode fazer essa diferenciação. Por outro lado, com a democratização, diminuição do papel do Estado, maior atuação da mídia e conscientização da sociedade civil, a pressão social e política para uma maior responsabilidade sócio-ambiental e transparência das empresas tende a aumentar., (OLIVEIRA, 2007).
Contudo, ainda não há muitas barreiras da venda de produtos ecologicamente corretos, já que é importante para muitos consumidores a preocupação em relação ao meio ambiente, (PALHARES, 2003, p. 4 2):
Restrições financeiras: Apesar do hábitos de consumo das pessoas terem aumentado – de forma acentuadas, as vendas de produtos verdes não cresceu no mesmo em função de restrições financeiras, já que, em geral os produtos “verdes” chegam ao mercado com um preço-prêmio;
A complexidade da questão: Isso significa que o consumidor pode não considerar que alguns de seus hábitos de consumo têm vinculo estreito com a degradação ambiental, ou que pode haver fatores – além das restrições financeiras – inibam a propensão produtos mais “verde”;
A definição do que seja “verde”: Ocorre que a expressão “verde” nem sempre é compreendida como sinônimo de “sustentável”, sendo na maioria das vezes vista apenas como “ecologicamente melhor” (ou “ambientalmente mais amigável”) do que as demais opções disponíveis no mercado. Até o momento, porém, isso não parece ter sido suficiente para convencer os consumidores a mudar seus hábitos.
Em um processo lento, as empresas estão percebendo a necessidade de conciliar a marca com a responsabilidade social e ambiental, Já que, através da tecnologia de informação, há maior transparência de informação, dessa forma, os consumidores conseguem ter maior participação na vida corporativa, havendo maior impacto nas atitudes das empresas.
Mas, fica uma grande dúvida, como saber se realmente o que divulgam é realmente verdade ou apenas propaganda enganosa?
BIBLIOGRÁFIA
LORENÇO, Alex G.; SHRÖDER. Vale investir em responsabilidade social empresarial? Stakeholders, ganhos e perdas. . Responsabilidade social: evolução e tendência. Responsabilidade Social das Empresas – A Contribuição das Universidades, V.II, p.77 a 120. São Paulo: Petrópolis: Instituto Ethos, 2003.
OLÍVEIRA. José A. P. de. Uma avaliação dos balanços sociais das 500 maiores. RAE-eletrônica, São Paulo, v.4, n.1, Art. 2, jan/jun. 2005. Disponível em:
Autor: Elisabeth Rayle Bortucan Lenza
sábado, 24 de abril de 2010
Hidrelétrica de Belo Monte em números
Gabriela Ruic - Portal Exame
Em meio às discussões ambientais e jurídicas, a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) conduziu nesta terça (20) o leilão que irá, enfim, definir o consórcio responsável pela construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, que será instalada no Rio Xingu, no Pará. Em seguida, alguns números e informações acerca da hidrelétrica cujo projeto nasceu em meados dos anos 70, e que renasceu nas pautas do governo com os planos do PAC (Programa de Acerelação do Crescimento). Esta obra será a segunda maior do pacote do governo, ficando atrás apenas da construção do trem-bala que irá ligar São Paulo, Campinas e Rio de Janeiro, até 2015, e cujo valor está orçado em U$11 bilhões.
Localização:
Bacia do rio Xingu, entre os estados do Pará e Mato Grosso. De acordo com a ANEEL, a usina será instalada no município Vitória do Xingu.
Tamanho:
A Usina Belo Monte será a terceira maior do mundo, com capacidade instalada de 11.233,1 Megawatts (MW). Em primeiro está a chinesa Três Gargantas, 22,5mil MW, e em, seguida a Itaipu Binacional, com 14 mil MW.
Geração de Energia:
A capacidade mínima da usina será de 11.233,1 MW, sendo a garantia física de 4.571MW. O Rio Xingu não é um rio de regime perene, o que significa que a vazão da água não é constante, ou seja, a usina irá gerar apenas 40% de sua capacidade total, um aproveitamento 30% menor que a média de outras usinas hidrelétricas brasileiras que operam mais de 3 mil MW.
Tal redução acontecerá temporadas de seca, que duram de 4 a 6 meses, quando a vazão da Belo Monte será de apenas 700 metros cúbicos por segundo (m³/s), entrando em regime de ociosidade e produzirá menos que 3 mil MW. Em períodos de cheia, o volume será de 4 e 8 mil m³/s.
Dados da ANEEL afirmam que, quando operando em plena capacidade, a usina irá atender à uma demanda de uma cidade com 26 milhões de habitantes, o equivalente a região metropolitana de São Paulo.
Quem está na disputa:
O leilão será disputado por duas concessionárias:
- Consórcio Norte Energia: Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (CHESF), com 49,98%, Construtora Queiroz Galvão S/A, com 10,02%, Galvão Engenharia S/A, com 3,75%, Mendes Junior Trading Engenharia S/A, com 3,75%, Serveng-Civilsan S/A, com 3,75%, J Malucelli Construtora de Obras S/A, com 9,98%, Contern Construções e Comércio Ltda, com 3,75%, Cetenco Engenharia S/A, com 5%, Gaia Energia e Participações, com 10,02%.
- Consórcio Belo Monte Energia: Andrade Gutierrez Participações S/A, com 12,75%, Vale S/A, com 12,75%, Neoenergia S/A, com 12,75%, Companhia Brasileira de Alumínio, com 12,75%, Furnas Centrais Elétricas S/A, com 24,5%, Eletrosul Centrais Elétricas S/A, com 24,5%.
Previsão de início das operações:
As operações devem iniciar-se em fevereiro de 2015, e o projeto deve ser concluído até 2019.
Quanto irá custar:
De acordo com o governo, a usina irá custar 19 bilhões de reais, porém os investidores prevêem gastos de até 30 bilhões. A vencedora do Leilão será o consórcio que oferecer o menor lance na relação Megawatts/hora (MWh). O teto máximo, fixado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) é de R$83 por MWh.
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento) irá apoiar financeiramente a construção. O órgão divulgou na semana passada as diretrizes que irão nortear as condições de financiamento. A porcentagem da operação com participação do BNDES poderá ser de até 80%, a serem pagos em até 30 anos.
Tribos indígenas da região:
Dados do Instituto Socioambiental, instituição sem fins lucrativos que atua em questões dos direitos indígenas, estima que na região da bacia do Xingu vivem 28 etnias indígenas, um total de 20 mil pessoas.
http://portalexame.abril.com.br/meio-ambiente-e-energia/noticias/hidreletrica-belo-monte-numeros-551153.html
Em meio às discussões ambientais e jurídicas, a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) conduziu nesta terça (20) o leilão que irá, enfim, definir o consórcio responsável pela construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, que será instalada no Rio Xingu, no Pará. Em seguida, alguns números e informações acerca da hidrelétrica cujo projeto nasceu em meados dos anos 70, e que renasceu nas pautas do governo com os planos do PAC (Programa de Acerelação do Crescimento). Esta obra será a segunda maior do pacote do governo, ficando atrás apenas da construção do trem-bala que irá ligar São Paulo, Campinas e Rio de Janeiro, até 2015, e cujo valor está orçado em U$11 bilhões.
Localização:
Bacia do rio Xingu, entre os estados do Pará e Mato Grosso. De acordo com a ANEEL, a usina será instalada no município Vitória do Xingu.
Tamanho:
A Usina Belo Monte será a terceira maior do mundo, com capacidade instalada de 11.233,1 Megawatts (MW). Em primeiro está a chinesa Três Gargantas, 22,5mil MW, e em, seguida a Itaipu Binacional, com 14 mil MW.
Geração de Energia:
A capacidade mínima da usina será de 11.233,1 MW, sendo a garantia física de 4.571MW. O Rio Xingu não é um rio de regime perene, o que significa que a vazão da água não é constante, ou seja, a usina irá gerar apenas 40% de sua capacidade total, um aproveitamento 30% menor que a média de outras usinas hidrelétricas brasileiras que operam mais de 3 mil MW.
Tal redução acontecerá temporadas de seca, que duram de 4 a 6 meses, quando a vazão da Belo Monte será de apenas 700 metros cúbicos por segundo (m³/s), entrando em regime de ociosidade e produzirá menos que 3 mil MW. Em períodos de cheia, o volume será de 4 e 8 mil m³/s.
Dados da ANEEL afirmam que, quando operando em plena capacidade, a usina irá atender à uma demanda de uma cidade com 26 milhões de habitantes, o equivalente a região metropolitana de São Paulo.
Quem está na disputa:
O leilão será disputado por duas concessionárias:
- Consórcio Norte Energia: Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (CHESF), com 49,98%, Construtora Queiroz Galvão S/A, com 10,02%, Galvão Engenharia S/A, com 3,75%, Mendes Junior Trading Engenharia S/A, com 3,75%, Serveng-Civilsan S/A, com 3,75%, J Malucelli Construtora de Obras S/A, com 9,98%, Contern Construções e Comércio Ltda, com 3,75%, Cetenco Engenharia S/A, com 5%, Gaia Energia e Participações, com 10,02%.
- Consórcio Belo Monte Energia: Andrade Gutierrez Participações S/A, com 12,75%, Vale S/A, com 12,75%, Neoenergia S/A, com 12,75%, Companhia Brasileira de Alumínio, com 12,75%, Furnas Centrais Elétricas S/A, com 24,5%, Eletrosul Centrais Elétricas S/A, com 24,5%.
Previsão de início das operações:
As operações devem iniciar-se em fevereiro de 2015, e o projeto deve ser concluído até 2019.
Quanto irá custar:
De acordo com o governo, a usina irá custar 19 bilhões de reais, porém os investidores prevêem gastos de até 30 bilhões. A vencedora do Leilão será o consórcio que oferecer o menor lance na relação Megawatts/hora (MWh). O teto máximo, fixado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) é de R$83 por MWh.
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento) irá apoiar financeiramente a construção. O órgão divulgou na semana passada as diretrizes que irão nortear as condições de financiamento. A porcentagem da operação com participação do BNDES poderá ser de até 80%, a serem pagos em até 30 anos.
Tribos indígenas da região:
Dados do Instituto Socioambiental, instituição sem fins lucrativos que atua em questões dos direitos indígenas, estima que na região da bacia do Xingu vivem 28 etnias indígenas, um total de 20 mil pessoas.
http://portalexame.abril.com.br/meio-ambiente-e-energia/noticias/hidreletrica-belo-monte-numeros-551153.html
Belo Monte será a segunda maior hidrelétrica do Brasil
A polêmica em torno de Belo Monte é tão grande quanto suas dimensões. Com capacidade de produção de 11.200 megawatts, Belo Monte será a segunda maior usina hidrelétrica do Brasil, atrás apenas da binacional Itaipu (14.000 MW). A discussão em torno de sua construção, no entanto, dura quase 30 anos. Entre seus opositores já estiveram figuras tão distintas quanto o cantor Sting e o cacique Paulinho Paiakan, além de índios furiosos que golpearam a facão um funcionário da Eletrobrás. Do lado oposto, estão as maiores empreiteiras e empresas de energia do país, interessadas em construir a hidrelétrica, além do governo, que argumenta que apenas o início da construção da usina será suficiente para manter os preços da energia mais baixos no Brasil nos próximos anos.
Questões ambientais e indígenas à parte, a expectativa do governo é realizar o leilão da usina até o final do ano. Considerando os períodos de cheia e seca, a potência média da hidrelétrica localizada no rio Xingu, no Pará, será de aproximadamente 5.000 MW. Embora as características técnicas da hidrelétrica já estejam praticamente definidas, os investimentos necessários para que ela saia do papel aparece atualmente como o ponto mais controverso.
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), comandada pelo governo federal, afirmou que o custo seria de 16 bilhões de reais, mas o montante foi contestado pelo mercado. De acordo com José Ayres, presidente da CNEC Energia, empresa que participou dos estudos de viabilidade da obra, os principais interessados na construção da usina avaliam que seu custo em torno dos 30 bilhões de reais. Para Ayres, esse valor reflete as dificuldades que surgirão durante a construção do empreendimento, que devem gerar custos aos investidores. A EPE imagina uma construção intermitente da usina enquanto as empresas acreditam que boa parte da obra terá de ser paralisada durante os três meses de chuva intensa que castiga essa região do Xingu todos os anos.
Segundo Ayres, um dos maiores desafios na construção da hidrelétrica é a logística das obras. Será necessário construir quase 400 quilômetros de estradas de terra para interligar os diversos pontos de trabalho. As empresas também terão de desenvolver formas de levar milhões de toneladas de aço, cimento e combustível para uma região praticamente isolada e carente de estradas. Ainda não se sabe se a opção mais viável de transporte de insumos serão a rodovia Transamazônica ou os rios navegáveis que cortam a região. Esse material será armazenado em pelo menos quatro grandes silos.
Ayres afirma que, se por um lado os meses de chuva devem favorecer a navegação nos rios, por outro haverá paralisação de trabalhos como a construção de estradas e prejuízos materiais com o dano que a água pode provocar a materiais estocados. Nesses momentos de pausa, os cerca de 30.000 trabalhadores que devem trabalhar na construção da usina terão de permanecer no local das obras, uma vez que é inviável dispensá-los por um período relativamente curto. Além disso, será preciso construir áreas com alojamentos, refeitórios, centros de saúde, áreas de lazer e reservatórios de água, entre outras coisas. Também será necessário receber e transportar as 20 turbinas que gerarão energia na usina e pesam cerca de 500 toneladas cada uma.
Para Sílvio Areco, a obra é necessária para garantir o fornecimento de energia no Brasil. Com a expectativa de forte crescimento do país nos próximos anos e do aumento dos investimentos em infraestrutura para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, será necessário criar formas de atender ao aumento da demanda. Pelo cronograma oficial, a primeira turbina de Belo Monte deve começar a gerar energia em 2014 e a 20ª entrará em operação somente em 2019. "Estamos em uma rampa de subida do consumo, a crise já ficou para trás. Temos que ficar atentos a isso", diz Areco.
Para José Ayres, da CNEC, o Brasil precisa de Belo Monte para evitar o aumento futuro dos preços da energia a um custo favorável. "Nenhum outro projeto pode oferecer energia tão barata, limpa e renovável como Belo Monte", diz ele, que participa dos estudos do projeto há quase 30 anos. Os analistas do Barclays apostam que o preço médio da energia gerada pela usina fique entre 99 e 106 reais por MWh, um valor bastante atrativo para a realidade brasileira e mundial.
Além do preço, outros fatores favorecem o investimento. “A virtuosidade de Belo Monte é sua integração com o Sistema Interligado Nacional”, afirma o presidente da CNEC. A energia gerada pela usina poderá ser integrada ao sistema com a construção de pouco mais de 100 km de linhas de transmissão entre a hidrelétrica e a cidade de Marabá, no Pará – uma obra que pode ser considerada bastante simples em relação ao todo.
Cerca de 30% da energia produzida na nova hidrelétrica deverá permanecer na região Norte, formando um eixo de desenvolvimento local. "Com a fixação de energia, a mão de obra também terá como ser incorporada à região após o término da obra", diz Ayres. As oportunidades devem se intensificar caso empresas autoprodutoras de energia decidam participar do leilão de Belo Monte e depois utilizem a energia em empreendimentos próximos.
Segundo o governo, 70% da energia gerada em Belo Monte deverá ser vendida dentro das regras do mercado regulado, até 20% podem ficar com os autoprodutores e até 10% poderão ser destinados ao mercado livre (bem abaixo dos 30% reservados a este segmento no leilão das usinas do rio Madeira). Esse modelo não é unanimidade. Para Ricardo Lima, presidente da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais (Abrace), a separação de uma parcela de energia para o consumidor livre é prejudicial. "O formato leva o investidor a buscar uma tarifa mais baixa para consumidor cativo para vencer o leilão. Mas, para conseguir rentabilidade, ele acaba compensando o desconto aumentando o preço para o mercado livre", diz. Esse formato foi usado nos leilões do rio Madeira e penalizou as grandes empresas consumidoras de energia.
Belo Monte leva o nome do pequeno município próximo ao local onde será construída, localizado a cerca de 50 quilômetros da cidade de Altamira. O financiamento de 70% da hidrelétrica será feito via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com um prazo de pagamento de cerca de 30 anos - cinco a mais do que o concedido para a construção das usinas do Rio Madeira. Também para viabilizar a construção da obra, o banco Barclays acredita que o governo pode conceder a isenção da alíquota de 9,25% de PIS-Cofins.
A energia obtida na usina será gerada a partir de um desnível de 98 metros entre dois pontos do rio Xingu, que serão interligados por quase 30 quilômetros de canais, auxiliados por 29 diques de contenção das áreas alagadas. De acordo com o estudo apresentado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a casa de força principal da hidrelétrica contará com 20 turbinas de 550 megawatts de potência. A previsão é que a primeira unidade esteja pronta e operando em um período de cinco anos a partir do início da construção. A cada seis meses, uma nova turbina entrará em operação.
O desnível considerado é pequeno para um rio como o Xingu, que tem vazão média de 7.800 metros cúbicos de água por segundo. Entretanto, uma compensação positiva para esta baixa relação entre desnível e vazão está no fato de que a área que será alagada para o reservatório de Belo Monte deverá ser relativamente pequena, principalmente se comparada à de Itaipu – 500 quilômetros quadrados contra 1.350 quilômetros quadrados, respectivamente.
Segundo José Ayres, da CNEC, será mantida a vazão mínima de 1.000 metros cúbicos por segundo no atual leito do rio mesmo nos períodos de seca para que a fauna que habita a parte que ficará abaixo da barragem não seja afetada. Se o volume mínimo de chuvas não for observado, a cada dois anos será liberada uma vazão adicional do vertedouro para garantir uma cheia artificial de 4.000 metros cúbicos. Essa vazão é garantida mesmo que a geração de energia tenha que ser interrompida por falta de água.
Publicado: Portal Exame - Por: Por Eduardo Tavares
Retirado: http://portalexame.abril.com.br/negocios/belo-monte-sera-segunda-maior-hidreletrica-brasil-506109.html?page=1
Questões ambientais e indígenas à parte, a expectativa do governo é realizar o leilão da usina até o final do ano. Considerando os períodos de cheia e seca, a potência média da hidrelétrica localizada no rio Xingu, no Pará, será de aproximadamente 5.000 MW. Embora as características técnicas da hidrelétrica já estejam praticamente definidas, os investimentos necessários para que ela saia do papel aparece atualmente como o ponto mais controverso.
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), comandada pelo governo federal, afirmou que o custo seria de 16 bilhões de reais, mas o montante foi contestado pelo mercado. De acordo com José Ayres, presidente da CNEC Energia, empresa que participou dos estudos de viabilidade da obra, os principais interessados na construção da usina avaliam que seu custo em torno dos 30 bilhões de reais. Para Ayres, esse valor reflete as dificuldades que surgirão durante a construção do empreendimento, que devem gerar custos aos investidores. A EPE imagina uma construção intermitente da usina enquanto as empresas acreditam que boa parte da obra terá de ser paralisada durante os três meses de chuva intensa que castiga essa região do Xingu todos os anos.
Segundo Ayres, um dos maiores desafios na construção da hidrelétrica é a logística das obras. Será necessário construir quase 400 quilômetros de estradas de terra para interligar os diversos pontos de trabalho. As empresas também terão de desenvolver formas de levar milhões de toneladas de aço, cimento e combustível para uma região praticamente isolada e carente de estradas. Ainda não se sabe se a opção mais viável de transporte de insumos serão a rodovia Transamazônica ou os rios navegáveis que cortam a região. Esse material será armazenado em pelo menos quatro grandes silos.
Ayres afirma que, se por um lado os meses de chuva devem favorecer a navegação nos rios, por outro haverá paralisação de trabalhos como a construção de estradas e prejuízos materiais com o dano que a água pode provocar a materiais estocados. Nesses momentos de pausa, os cerca de 30.000 trabalhadores que devem trabalhar na construção da usina terão de permanecer no local das obras, uma vez que é inviável dispensá-los por um período relativamente curto. Além disso, será preciso construir áreas com alojamentos, refeitórios, centros de saúde, áreas de lazer e reservatórios de água, entre outras coisas. Também será necessário receber e transportar as 20 turbinas que gerarão energia na usina e pesam cerca de 500 toneladas cada uma.
Para Sílvio Areco, a obra é necessária para garantir o fornecimento de energia no Brasil. Com a expectativa de forte crescimento do país nos próximos anos e do aumento dos investimentos em infraestrutura para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, será necessário criar formas de atender ao aumento da demanda. Pelo cronograma oficial, a primeira turbina de Belo Monte deve começar a gerar energia em 2014 e a 20ª entrará em operação somente em 2019. "Estamos em uma rampa de subida do consumo, a crise já ficou para trás. Temos que ficar atentos a isso", diz Areco.
Para José Ayres, da CNEC, o Brasil precisa de Belo Monte para evitar o aumento futuro dos preços da energia a um custo favorável. "Nenhum outro projeto pode oferecer energia tão barata, limpa e renovável como Belo Monte", diz ele, que participa dos estudos do projeto há quase 30 anos. Os analistas do Barclays apostam que o preço médio da energia gerada pela usina fique entre 99 e 106 reais por MWh, um valor bastante atrativo para a realidade brasileira e mundial.
Além do preço, outros fatores favorecem o investimento. “A virtuosidade de Belo Monte é sua integração com o Sistema Interligado Nacional”, afirma o presidente da CNEC. A energia gerada pela usina poderá ser integrada ao sistema com a construção de pouco mais de 100 km de linhas de transmissão entre a hidrelétrica e a cidade de Marabá, no Pará – uma obra que pode ser considerada bastante simples em relação ao todo.
Cerca de 30% da energia produzida na nova hidrelétrica deverá permanecer na região Norte, formando um eixo de desenvolvimento local. "Com a fixação de energia, a mão de obra também terá como ser incorporada à região após o término da obra", diz Ayres. As oportunidades devem se intensificar caso empresas autoprodutoras de energia decidam participar do leilão de Belo Monte e depois utilizem a energia em empreendimentos próximos.
Segundo o governo, 70% da energia gerada em Belo Monte deverá ser vendida dentro das regras do mercado regulado, até 20% podem ficar com os autoprodutores e até 10% poderão ser destinados ao mercado livre (bem abaixo dos 30% reservados a este segmento no leilão das usinas do rio Madeira). Esse modelo não é unanimidade. Para Ricardo Lima, presidente da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais (Abrace), a separação de uma parcela de energia para o consumidor livre é prejudicial. "O formato leva o investidor a buscar uma tarifa mais baixa para consumidor cativo para vencer o leilão. Mas, para conseguir rentabilidade, ele acaba compensando o desconto aumentando o preço para o mercado livre", diz. Esse formato foi usado nos leilões do rio Madeira e penalizou as grandes empresas consumidoras de energia.
Belo Monte leva o nome do pequeno município próximo ao local onde será construída, localizado a cerca de 50 quilômetros da cidade de Altamira. O financiamento de 70% da hidrelétrica será feito via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com um prazo de pagamento de cerca de 30 anos - cinco a mais do que o concedido para a construção das usinas do Rio Madeira. Também para viabilizar a construção da obra, o banco Barclays acredita que o governo pode conceder a isenção da alíquota de 9,25% de PIS-Cofins.
A energia obtida na usina será gerada a partir de um desnível de 98 metros entre dois pontos do rio Xingu, que serão interligados por quase 30 quilômetros de canais, auxiliados por 29 diques de contenção das áreas alagadas. De acordo com o estudo apresentado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a casa de força principal da hidrelétrica contará com 20 turbinas de 550 megawatts de potência. A previsão é que a primeira unidade esteja pronta e operando em um período de cinco anos a partir do início da construção. A cada seis meses, uma nova turbina entrará em operação.
O desnível considerado é pequeno para um rio como o Xingu, que tem vazão média de 7.800 metros cúbicos de água por segundo. Entretanto, uma compensação positiva para esta baixa relação entre desnível e vazão está no fato de que a área que será alagada para o reservatório de Belo Monte deverá ser relativamente pequena, principalmente se comparada à de Itaipu – 500 quilômetros quadrados contra 1.350 quilômetros quadrados, respectivamente.
Segundo José Ayres, da CNEC, será mantida a vazão mínima de 1.000 metros cúbicos por segundo no atual leito do rio mesmo nos períodos de seca para que a fauna que habita a parte que ficará abaixo da barragem não seja afetada. Se o volume mínimo de chuvas não for observado, a cada dois anos será liberada uma vazão adicional do vertedouro para garantir uma cheia artificial de 4.000 metros cúbicos. Essa vazão é garantida mesmo que a geração de energia tenha que ser interrompida por falta de água.
Publicado: Portal Exame - Por: Por Eduardo Tavares
Retirado: http://portalexame.abril.com.br/negocios/belo-monte-sera-segunda-maior-hidreletrica-brasil-506109.html?page=1
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