domingo, 27 de março de 2011

Municípios vão pra sala de aula aprender a preservar a floresta

Os 43 municípios da Amazônia que ganharam o título de maiores desmatadores do bioma, na região denominada Arco Verde, estão integrados em sala de aula, para contribuírem com a mudança dessa realidade. As prefeituras encaminharam funcionários para estudar instrumentos da legislação que ajudam na preservação e recuperação das florestas.
Os participantes – RO, RR, AM, PA, MT e MA – são instruídos a trabalhar com instrumentos como conselhos, fundos e planos municipais, que apresentam soluções para a conservação ambiental. Também aprendem a formular projetos a serem financiados pelo Fundo Nacional de Meio Ambiente (órgão do MMA) e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O FNMA foi criado pela Lei 7.797, em julho de 1989, como agente financiador para implementar a Política Nacional de Meio Ambiente, por meio de participação social. Tem cerca de 1.400 projetos socioambientais apoiados com R$ 230 milhões, em todas as regiões do País. (Fonte: Cristina Ávila/ MMA).


http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2011/03/21/67760-municipios-vao-pra-sala-de-aula-aprender-a-preservar-a-floresta.html

Desastres naturais mudam percepção sobre ambiente, diz estudo

http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2011/03/22/67793-desastres-naturais-mudam-percepcao-sobre-ambiente-diz-estudo.html
O resultado já era esperado, mas até agora os cientistas não tinham pesquisas suficientes para provar isso.
Quem já sofreu com eventos climáticos extremos tem maior tendência a se preocupar com o aquecimento global e a poupar energia.
Foi o que concluiu uma pesquisa feita com 1.822 pessoas em várias partes do Reino Unido, publicada esta semana na revista “Nature Climate Change”.
Segundo ela, as pessoas que enfrentaram enchentes e outros desastres naturais comumente associados ao aquecimento global ficam mais inclinadas a tentar evitá-lo, tomando medidas ativas, como a redução do uso de energia.
Inimigo íntimo – De acordo com vários cientistas sociais, a visão das consequências do aquecimento global como algo que acontece em locais muito distantes, ou mesmo daqui a muitos anos, acaba não motivando as pessoas a agir.
“Viver eventos climáticos extremos tem o potencial de mudar a maneira como as pessoas veem as mudanças climáticas, tornando-as mais reais e tangíveis e, finalmente, motivando-as a agir de forma mais sustentável”, diz Alexa Spence, da Universidade de Nottingham, chefe do trabalho.
O estudo revela que quem teve contato direto com as enchentes percebe o aquecimento global de forma significativamente diferente daqueles que nunca viveram essa realidade.
De acordo com um artigo crítico na mesma revista, isso aconteceu devido ao universo de pessoas avaliadas, que não teria sido amplo e representativo o suficiente. No caso da atual pesquisa, isso não aconteceria, o que tornaria o atual resultado bastante confiável.
Cientistas das universidades de Nottingham e de Cardiff, que conduziram o trabalho, dizem esperar que as novas informações descobertas no trabalho possam ser usadas para criar campanhas e estratégias de engajamento mais eficazes contra o aquecimento global. (Fonte: Folha.com)

quinta-feira, 24 de março de 2011

Por que utilizar Prefira sabão em pedra em vez de detergente ?

Prefira sabão em pedra em vez de detergente

Procure usar sabão em pedra em vez de detergente. Apesar de “biodegradáveis”, os detergentes são grandes poluidores da água. O fosfato presente no produto é o elemento básico para a reprodução das algas, o que eleva o consumo de oxigênio da água e provoca o aumento da mortandade de peixes.

O detergente diluído na água permanece ativo durante vários dias, antes de ser degradado. Além disso, procure usar quantidades menores de produtos de higiene e limpeza para reduzir o nível de poluente presentes na água. Utilize somente o necessário.

Fonte: De olho nos mananciais

http://www.ecodesenvolvimento.org.br/voceecod/evite-usar-detergentes-diluidos-na-agua

Banco irá transformar economia de água em descontos em grandes lojas

As coisas mais valiosas que nós temos são guardadas em bancos, correto? Foi pensando assim que a Ambev, em parceria com a Sabesp, criou o Banco CYAN. Ele irá estimular que os consumidores economizem água em casa e convertam esse valor em descontos em lojas cadastradas.
A iniciativa faz parte das ações do Movimento CYAN, que busca promover e incentivar o consumo consciente de água. Para participar, basta abrir um conta no site do Banco e a Ambev fará uma consulta do histórico daquela casa junto à concessionária de água.
A média de consumo será transformada em uma meta, e à medida que ela for sendo cumprida, o participante começa a ganhar pontos. Caso haja uma redução no consumo de água, os pontos aumentam proporcionalmente.
As pontuações também variam de acordo com a categoria. Chegando a 2 mil pontos, por exemplo, o participante sai da categoria "uma" estrela e vai para a categoria "duas" estrelas, aumentando suas vantagens.
Os pontos acumulados poderão ser trocados por descontos em lojas cadastradas, como Submarino, Americanas.com e Blockbuster. A princípio, apenas os imóveis registrados pela Sabesp poderão participar das ações do Banco. Mas, de acordo com o diretor de relações socioambientais da Ambev, Ricardo Rolim, a extensão dessas parcerias é questão de tempo. "A Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais), por exemplo, já demonstrou interesse de ter a ação para os consumidores de Minas Gerais. Já entre os parceiros comerciais, já estamos fechando contratos com escolas de inglês, restaurantes, entre outros", informou Rolim à Agência Estado durante o lançamento do projeto, que aconteceu na terça-feira, 22 de março, Dia Mundial da Água.

http://www.ecodesenvolvimento.org.br/posts/2011/marco/banco-ira-transformar-economia-de-agua-em

terça-feira, 22 de março de 2011

DIA MUNDIAL DA ÁGUA - 22 DE MARÇO

A Assembléia Geral das Nações Unidas adotou a resolução A/RES/47/193 de 22 de fevereiro de 1993, através da qual 22 de março de cada ano seria declarado Dia Mundial das Águas (DMA), para ser observado a partir de 93, de acordo com as recomendações da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento contidas no capítulo 18 (sobre recursos hídricos) da Agenda 21. E através da Lei n.º 10.670, de 14 de maio de 2003, o Congresso Nacional Brasileiro instituiu o Dia Nacional da Água na mesma data.
Os Estados foram convidados, como fosse mais apropriado no contexto nacional, a dedicar o Dia a atividades concretas que promovessem a conscientização pública através de publicações e difusão de documentários e a organização de conferências, mesas redondas, seminários e exposições relacionadas à conservação e desenvolvimento dos recursos hídricos e/ou a implementação das recomendações da Agenda 21.
No mês em que se comemora o Dia Mundial da Água, é preciso lembrar que, em diversos lugares do planeta, milhares de pessoas já sofrem com a falta desse bem essencial à vida.
pOIS, A água está mal distribuída: 70% das águas doces do Brasil estão na Amazônia, onde vivem apenas 7% da população. Essa distribuição irregular deixa apenas 3% de água para o Nordeste. Essa é a causa do problema de escassez de água verificado em alguns pontos do país. Em Pernambuco existem apenas 1.320 litros de água por ano por habitante e no Distrito Federal essa média é de 1.700 litros, quando o recomendado são 2.000 litros.
Mas, ainda assim, não se chega nem próximo à situação de países como Egito, África do Sul, Síria, Jordânia, Israel, Líbano, Haiti, Turquia, Paquistão, Iraque e Índia, onde os problemas com recursos hídricos já chegam a níveis críticos. Em todo o mundo, domina uma cultura de desperdício de água, pois ainda se acredita que ela é um recurso natural ilimitado. O que se deve saber é que apesar de haver 1,3 milhão de km\3 livre na Terra, segundo dados do Ministério Público Federal, nem sequer 1% desse total pode ser economicamente utilizado, sendo que 97% dessa água se encontra em áreas subterrâneas, formando os aqüíferos, ainda inacessíveis pelas tecnologias existentes.
O país está tomando medidas concretas para impedir esse futuro, entre elas a criação da Agência Nacional de Águas, a sobreposição do rio São Francisco, adoção de técnicas de reuso de água e construção de infra-estrutura de saneamento, já que hoje 90% do esgoto produzido no país é despejado em rios, lagos e mares sem nenhum tratamento.
Segundo a Organização das Nações Unidas - ONU, 50% da taxa de doenças e morte nos países em desenvolvimento ocorrem por falta de água ou pela sua contaminação. Assim sendo, o rápido crescimento da população mundial e a crescente poluição, causado também pela industrialização, torna a água o recurso natural mais estratégico de qualquer país do mundo.
Para cada 1.000 litros de água utilizados, outros 10 mil são poluídos. Segundo a ONU, parece estar cada vez mais difícil se conseguir água para todos, principalmente nos países em desenvolvimento. Dados do International Water Management Institute - IWMI mostram que, no ano de 2025, 1.8 bilhão de pessoas de diversos países deverão viver em absoluta falta de água, o que equivale a mais de 30% da população mundial. Diante dessa constatação, cabe lembrar que a água limpa e acessível se constitui em um elemento indispensável para a vida humana e que, para se tê-la no futuro, é preciso protegê-la para evitar o futuro caótico previsto para a humanidade, quando homens de todos os continentes travarão guerras em busca de um elemento antes tão abundante: a água.
As crescentes necessidades de água, a limitação dos recursos hídricos, os conflitos entre alguns usos e os prejuízos causados pelo excesso de água exigem um planejamento bem elaborado pelos órgãos governamentais, estaduais e municipais, visando técnicas de melhor aproveitamento dos recursos hídricos. Além das responsabilidades públicas, cada cidadão tem o direito de usufruir da água mas o dever de preservá-la, utilizando-a de maneira consciente, sem desperdícios, assim dando o valor devido à água.